Terapia? Escape? Ambiente de troca de experiências e conhecimentos? Fonte de saúde e preparo físico? Para três associados do Paineiras, o jiu-jitsu representa tudo isso e muito mais, tendo influências (diretas e indiretas) em suas atribuladas rotinas da carreira de executivos no mercado financeiro. Eduardo Farhat, Gabriel Barretti e Philipe Biolchini compartilham como a “arte suave” está presente e faz a diferença em muitos cenários vividos em suas atividades.
Em âmbito profissional, os três paineirenses praticantes do jiu-jitsu acabam por enfrentar situações parecidas como a responsabilidade por grandes projetos, decisões importantes a tomar, incertezas, mudanças inesperadas e a pressão quase que constante. De acordo com eles, alguns desses fatores emocionalmente se assemelham ao que os atletas da modalidade encaram em um enfrentamento no tatame.
“É um exercício constante de resiliência. Tem uma expressão que eu nem gosto muito de usar, mas ajuda a definir o trabalho realizado na modalidade, que é encontrar “conforto no desconforto”, a manter a lucidez mesmo quando está sob pressão. Isso se conecta muito com a rotina do mercado financeiro, em que a pressão é constante e as decisões precisam ser tomadas com clareza. Além disso, o ambiente do jiu-jitsu é muito rico: você convive com pessoas de diferentes gerações, troca experiências e constrói amizades verdadeiras”, detalha Barretti.
Na mesma linha, Biochini ressalta os aprendizados e compara situações vividas no tatame e na rotina profissional. “O jiu-jitsu me ensinou muito sobre equilíbrio entre o físico e o mental. No tatame, cada movimento exige estratégia, leitura de cenário e tomada de decisão em frações de segundo, algo muito parecido com o que vivemos no mundo corporativo. Lidamos diariamente com incertezas, mudanças e ambiguidades, e o esporte ajuda a desenvolver foco e serenidade para enfrentar essas situações. Ao mesmo tempo, é uma atividade que proporciona relaxamento mental. Você sai renovado, com a mente mais organizada para encarar os desafios”, completa
Por fim, Farhat enfatiza os valores e benefícios transmitidos pela modalidade que são verdadeiros ensinamentos para a vida. “Humildade, resiliência e respeito mútuo são princípios vivenciados diariamente no tatame e que levo para a minha vida pessoal e profissional. Existe uma conduta ética clara na prática da modalidade, que reforça a importância do respeito ao outro e do autocontrole. Além disso, os benefícios físicos são evidentes: ganho de mobilidade, força e resistência, que contribuem diretamente para mais disposição e qualidade de vida.”
E nunca é demais lembrar: para quem busca saúde, equilíbrio e novos desafios, as aulas de jiu-jitsu do clube estão de portas abertas, prontas para receber iniciantes e praticantes experientes que desejam descobrir, no tatame, uma nova forma de evoluir dentro e fora dele.
