Os maiores erros de arbitragem em copas

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Você sabia que, entre os seus associados, o clube conta com uma das figuras mais importantes da arbitragem do futebol brasileiro nos últimos tempos? O ex-árbitro FIFA Sálvio Spínola Fagundes Filho faz parte da família Paineiras e, como não poderia ser diferente, está ansioso para a copa. No clima da chegada do maior torneio de futebol do planeta, Sálvio traz para o associado a lista dos 10 maiores erros de todos os tempos de árbitros em copas do mundo, em sua opinião.

1986 – México: “La mano de Dios”

Nas quartas de final da Copa do Mundo disputada no México, o craque Diego Maradona, de 1,65m ganhou, pelo alto, do goleiro inglês Peter Shilton, de 1,83m. Como? Usando a mão esquerda. “La Mano de Dios”, como ele mesmo nomeou a jogada, acabou ajudando a Argentina a vencer a Inglaterra por 2×0 e avançar para as semifinais da copa em que a seleção sul-americana terminou como a grande campeã.

2010 – África do Sul: Gol de Lampard

O lance fatídico aconteceu na partida entre Inglaterra e Alemanha ocorreu aos 38 minutos da primeira etapa, quando o placar marcava 2 a 1 para os alemães. Lampard arriscou de longe e a bola bateu no travessão e dentro do gol (20 centímetros depois da linha), antes de sair. Árbitro e auxiliares não viram que a bola ultrapassou a linha e não validaram o gol.

1966 – Inglaterra: O gol fantasma da Inglaterra

Em casa, a Inglaterra enfrentou a Alemanha Ocidental na grande final e o jogo terminou com o placar de 2×2. Já na prorrogação, a grande polêmica: o atacante inglês Geoff Hurst chutou e a bola explodiu no travessão, pingando na linha do gol e saindo, na sequência. Alguns jogadores ingleses comemoraram e o juiz, sem grande convicção, acabou confirmando o gol que deu à Inglaterra o único título que o país possui em copas do mundo.

1962 – Chile: Pênalti de Nilton Santos

Na partida contra a Espanha, o defensor brasileiro Nílton Santos fez um pênalti em Collar, na entrada da área pela direita do ataque espanhol. Nilton deu dois passos para fora da área e acabou enganando o árbitro, que marcou a falta fora da área, ao invés do pênalti.

1978 – Argentina: Gol anulado de Zico

A partida entre Brasil e Suécia estava empatada em 1 a 1 e a seleção brasileira tinha a chance de marcar um gol no último lance do jogo. Nelinho ajeitou a bola para cobrar escanteio da direita e cruzou. Zico subiu na área e cabeceou para as redes. Numa decisão controversa, o juiz não assinalou o gol, alegando que havia encerrado a partida antes de a bola ir às redes.

2002 – Coreia do Sul e Japão: Gol anulado da Espanha

Na partida entre Espanha e Coreia do Sul, o atacante espanhol Joaquín foi à linha de fundo e, bem em cima dela, fez o cruzamento para Morientes, que cabeceou para o fundo do gol. O bandeirinha, no entanto, marcou a saída de bola. Mas a bola não saiu. O gol não dado acabou sendo decisivo para a eliminação da equipe europeia no confronto com um dos donos da casa daquela copa.

1982 – Espanha: Não expulsão de Schumacher

O choque do goleiro alemão Harald Schumacher com o meio-campista francês Patrick Battiston é tido como o lance mais violentos de todas as copas. Na partida entre Alemanha e França, Battiston recebeu um lindo lançamento e tinha a chance de virar o jogo. O goleiro Schumacher simplesmente deu uma voadora no adversário e quebrou os dentes do francês, que ficou desacordado. O árbitro não marcou o pênalti e não expulsou o goleiro.

2006 – Alemanha: Três cartões amarelos para o mesmo jogador

O croata Josip Simunic conseguiu algo muito raro (e não permitido pela regra): recebeu três cartões amarelos em uma partida. No jogo contra a Austrália, o primeiro cartão veio aos 17 minutos do segundo tempo. Ao receber o segundo, já aos 45 do segundo tempo, o árbitro esqueceu de expulsar o jogador. Simunic não se importou com a situação e permaneceu em campo como se nada tivesse acontecido, até levar ser expulso por levar mais um cartão 3 minutos depois.

1982 – Espanha: Pênaltis não marcados para a URSS

Estreando na copa, o Brasil enfrentou a União Soviética. A seleção contou com uma ajuda da arbitragem nessa partida, já que dois pênaltis não foram marcados a favor da equipe europeia. Nos dois lances, o zagueiro Luizinho mostrou que estava nervoso. Aos 18 minutos do primeiro tempo, o brasileiro puxou um atacante soviético dentro da área e, aos 36, cortou com a mão um lançamento do adversário.

1990 – Itália: A outra “mano de Dios”

Quatro anos depois do “mano de Dios”, Maradona voltou a se valer de sua habilidade com as mãos para ajudar a Argentina. Na partida contra a União Soviética, o gênio fez as vezes de goleiro e evitou com as mãos um gol de cabeça dos adversários, após cobrança de escanteio. Seria o primeiro gol da partida.

E para finalizar, Sálvio deixa um recado para o associado:

“E na copa do Catar, teremos algum lance para entrar nesta lista? Vamos assistir e acompanhar no telão do Paineiras, com muita alegria e torcida para a seleção brasileira!”.

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